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Querida Fátima Medina,

Agora com o hábito generalizado do uso das máscaras de protecção contra a Covid-19, tenho alguma dificuldade em reconhecer as pessoas, mas ia jurar que te vi, há dias, no WOW, em Gaia, esse novíssimo espaço que está a ganhar nome com as iniciais da expressão em Inglês World of Wine (Mundo do Vinho).

Por coincidência, na véspera, fiquei com a mesma sensação de te ter visto, na margem esquerda do Rio Douro, em Cinfães. Mesmo em frente à Estação Ferroviária de Mosteirô, que pertence a Baião. Serias tu? Ou são apenas as saudades que tenho de te ver?

O Douro é muito bonito. De Barca D’Alva ao Porto. Na margem direita ou na margem esquerda que é a de Cinfães, Porto Antigo, Caldas de Aregos… Sem desmerecer no teu Tejo, por exemplo no estuário a que chamam Mar da Palha ou no passeio de “Viagens na Minha Terra”.

Nós ainda somos primos e eu, confesso, revelava este parentesco com muito orgulho quando eras uma das estrelas da nossa televisão, uma das jornalistas e apresentadores mais marcantes da então única RTP… Se, realmente, eras tu quem eu vi, há dias, no WOW e no Douro continuas muitíssimo bem. 

Continuas muitíssimo bem e a merecer que eu transforme em postal esta minha aguarela do Douro esquissada e aguarelada há dias nem tu imaginas onde. Vê-se o rio, a estação ferroviária de Mosteirô e até um pedaço de estrada… Um instantâneo banal mas original. Mais tarde, esperançadamente quando pudermos deixar de usar máscara e dar um abraço bem apertado, talvez possamos dar continuidade a esta conversa. Por agora é tudo. Até lá fica bem.

Um beijinho do teu priminho,

Júlio Roldão

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