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Caros Namorados da Cidade.

Ouvi ontem o vosso primeiro trabalho gravado em CD. Aquele que tem o nome da vossa banda – NAMORADOS DA CIDADE – e inclui, por exemplo, uma versão daquela inesquecível “Festa da Vida”, escrita por José Calvário e José Niza, e outra da “Desfolhada”, de Nuno Nazareth Fernandes e Ary dos Santos.

Eu fui um dos mais modestos financiadores do vosso projecto, naquela plataforma de financiamento colectivo (em Inglês crowdfunding) conhecida pelas letras PPL, e mesmo assim tive direito ao CD autografado pelos cinco “namorados” e a ter o meu nome na lista das pessoas a quem quiseram agradecer.

No prazo estipulado, ou seja, há já algum tempo, recebi o vosso CD que guardei, virgem, numa estante da minha biblioteca. Descobri-o ontem, quando procurava algum livro que, pela raridade, pudesse transformar numa oferta de Natal para alguém que gosta muito livros. Transformando a minha biblioteca num alfarrabista particular.

E na surpresa da descoberta, o vosso primeiro CD ocupou o lugar do tal livro que procurava para oferecer, neste Natal, com o estatuto de uma raridade de alfarrabista. Não sem antes o ouvir no único leitor de CD’s que ainda vai funcionando – o do rádio do carro. Foi quando descobri a vossa magnífica sonoridade e o meu nome escarrapachado na lista dos agradecimentos.

Um disco pode valer um livro. E o vosso primeiro vale, desde logo, pelo nome, pelas versões de algumas músicas que estão na nossa memória e no nosso coração mas também pelos vossos originais, pelas vossas melodias e pelos poemas que nelas se aconchegam. Sem música, tudo o que o Mundo tem vivido desde Março teria sido mais triste e duro. 

O vosso CD, passe a publicidade, é uma boa prenda de Natal.

Obrigado 

Júlio Roldão

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