Chalés de Santos

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Os chalés de Santos surgiram com a demolição de antigos cortiços localizados no Valongo e no Centro, resultante de uma política sanitária adotada na Cidade no século nos finais do século 19, deu origem aos chalés de Santos. Os cortiços eram insalubres. Por isso, restou aos trabalhadores pobres e à classe operária, como forma de subsistência, residir neste tipo de moradia. Foram então ocupadas, inicialmente, as regiões dos morros, Marapé e Jabaquara”. O uso da madeira nos chalés, de acordo com o arquiteto e professor Gino Caldatto, é uma herança portuguesa. No entanto, o tipo do material utilizado nas moradias de Santos é diferente do encontrado na Ilha da Madeira, onde este tipo de arquitetura é muito comum. “Os portugueses e habitantes de Santos inventaram uma nova concepção estética. E a elaboração destas casas era muito bem feita. Eles (construtores) sabiam isolar a madeira do contato com o chão, a fim de evitar que ela apodrecesse”. Caldatto também destaca outro cuidado na construção: evitar que zonas molhadas, como banheiros e cozinhas, ficassem nas mesmas instalações de madeira. “Para evitar a umidade, essas áreas, em sua maioria, ficavam em uma parte de alvenaria da casa”. E enquanto os chalés eram considerados como habitações clandestinas pela Prefeitura da época, para os trabalhadores, eram bem mais do que um simples abrigo provisório.“Prova disso é o tempo em que essas construções seguem presentes na Cidade.

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