How strong is America?

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A pergunta que um jovem jornalista, Noel Barber, propunha em 1942, como título de um livro, How Strong is America?, volta a ser imperiosa.

Em cima de umas renhidas eleições presidenciais, ninguém pode deixar de sentir que os destinos colectivos e individuais não são indiferentes ao desfecho do processo eleitoral e que a força ou fraqueza da própria América está outra vez em jogo.

Não se trata agora de analisar o potencial de guerra dos E.U.A., mas antes o seu potencial de paz.

O resultado eleitoral ou potenciará mais caos e conflito, se for reeleito o actual presidente, ou não se, por vontade dos cidadãos o colégio eleitoral resultante de todo este processo derrotar Donald J. Trump, e prevalecer outro espírito. The spirit of the people, como diria Noel Barber.

A força da América dependerá mais uma vez de uma escolha clara.

Os cidadãos americanos ou darão ainda mais espaço ao ressentimento e à cólera ou escolherão alimentar a esperança e superar medos. O mundo em que vivemos depende desta decisão.

O que uns julgam ser o reforço da grandeza da América pode ser o caminho da perdição de uma República que plasmou o Iluminismo na sua Constituição e que ou recupera agora a estrada da Liberdade e da Razão ou se arrisca a caminhar para o abismo.

E o pior declínio é o declínio moral que atraiçoa o espírito do povo, aquele NÓS presente no preâmbulo da Constituição americana, e aquele … ímpeto que manteve unidos os mais diversos indivíduos, com as mais diversas origens, credos e costumes, que se comprometeram a partilhar uma Constituição, um hino, uma bandeira e um conjunto de aspirações próprias de gentes livres.

A hora é grave, se ainda fizer sentido usar esta palavra. A hora ainda permite manter viva outra palavra: ESPERANÇA.

O potencial da América foi sempre o de saber renovar a esperança. Alguns dizem mesmo que a história relativamente breve da República dos Estados Unidos da América foi a de uma sucessão de ciclos institucionais e económicos que reforçaram sempre a sua dinâmica de sociedade aberta e, por consequência, propensa a encontrar respostas adequadas para sair das suas próprias crises.

Mais uma vez, perante uma crise tão complexa como a actual, confiemos que a força da América será a de um povo cujo espírito poderá estar adormecido, mas que não terá sido eliminado de todo pelo exercício de uma demagogia infrene.

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