Maria Hilda: “Estamos repensando a história”

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Nas aulas ministradas na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Federal da Bahia, a UFBA, em meio a fragmentos da Mata Atlântica, Maria Hilda Baqueiro Paraíso propõe aos alunos um novo olhar: pôr o índio como protagonista da História do Brasil.

Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo, professora titular do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História da UFBA, com ênfase em História Indígena, acompanha com especial interesse as seguidas manifestações de revisão da História, como a derrubada de estátuas. Chegou a hora?

Em entrevista exclusiva para o SinalAberto, Maria Hilda, referência também nos estudos em Etnologia indígena e relações interétnicas, explica as formas de representação que consolidam ideias e formam Estados, além das consequências do movimento que questiona homenagens a personalidades, no mínimo, polêmicas.

2 thoughts on “Maria Hilda: “Estamos repensando a história”

  1. Bom dia!
    Ouvindo as palavras da professora Maria Hilda, percebemos o quanto somos, historicamente, educados para reconhecer nos dominantes, nos vencedores, os heróis, em detrimento de apagar da memória do povo os heróis dos dominados, dos vencidos.
    Lendo Osório Alves de Castro, Poro no seu livro Porto Calendário, no primeiro capítulo ela dar voz e vez aos pobres e desassistidos, geralmente negros e indios. O personagem que assume o papel de representar esses povos é Pedro Voluntário da Pátria, negro, tendo como primeira mulher uma tapuia. Pedro voluntário foi enviado pra Guerra do Paraguai, felizmene retorna mas sem nenhuma recompensa por ter servido à nação, tem uma vida sofrida como lenhador, criando toda sua família debaixo de um juazeiro. Esse personagem representa os milhares de (in)voluntários da Pátria que foram esquecidos para sempre.

    Grande abraço, obrigado pela excelente e esclarecedora entrevista.

    Sou Hermes Novais Neto, cuido do Espaço Museal Achados e Guardados de Hermes, em Santa Maria da Vitória(BA), com acervo de peças e objetos – memórias – que remetem aos processos de ocupação deste Vale Correntino,
    A minha identificação com a fala da professora Maria Hilda está associada aos meus projetos em ressuscitar, reconhecer, os verdadeiros contrutores de nossa história. Omitidos em todos os documentos históricos.

    1. Bom dia, senhor Hermes.
      Sim, a professora Maria Hilda trouxe grande e valiosa colaboração para o debate e é motivo de muita alegria saber que há, no centro do Brasil, no oeste baiano, um espaço para cuidar da nossa história nesta região longínqua dos grandes centros. Deixo aqui o meu email para que possamos continuar a interagir e aprofundar a divulgação da iniciativa: novaesavelino@gmail.com.
      Abraços,
      Flávio Novaes

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