Memórias de papelaria

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Na PAPELARIA vêem-se papéis, blocos de notas, cadernos, revistas, alguns livros, lápis, canetas, marcadores, borrachas, afiadores, estojos, e estórias de tudo isto e algo mais.

Começamos com lápis.

Não tenho nenhum destes, mas gostava.

BLACKWING !

Um clássico! Um lápis que se tornou famoso pela suavidade da sua grafite, a borracha e todas as personagens famosas que o utilizaram.

O Blackwing 602 foi originalmente produzido por Eberhard Faber em Nova York. Introduzido no mercado no início do século XX, foi sempre elogiado pela singularidade de seu design e qualidade como lápis para escrita. Quando a empresa de Eberhard Faber foi vendida em 1988, o Blackwing sobreviveu apenas alguns anos antes de ser descontinuado. Felizmente, a Palomino (https://palominobrands.com/blackwing/) adquiriu os direitos sobre o lápis e conseguiu seguir em frente com o seu legado, embora, dizem os peritos, não seja rigorosamente igual ao original. No entanto, anda lá muito perto.

O Blackwing 602 é feito no Japão com madeira de cedro da Califórnia.

John Steinbeck usava o Blackwing no seu trabalho diário de escrita. Leonard Bernstein anotava as pautas com o Blackwing e até Chuck Jones se orgulhava de usar Blackwings para criar figuras tão conhecidas como Bugs Bunny e uma série de outras personagens dos Looney Tunes.

Pode não ser o melhor lápis do mundo, mas os originais encontram-se facilmente à venda no eBay por algumas dezenas de dólares cada exemplar.

Também em Portugal temos lápis que se tornaram referência e são conhecidos e vendidos por todo o mundo.

A VIARCO é um caso de sucesso na recuperação de uma velha marca e da sua fábrica. Promove visitas guiadas, tem a sua própria loja física e online, para além de, recentemente, a colecção de Quintais e Jardins de Portugal ter estado esgotada em diversas lojas de referência em Nova York.

A colecção, que inclui cinco diferentes tipos de aromas nos lápis, pode ser obtida na página da própria Viarco (www.viarco.pt), ou, por exemplo, no site da Caroline Weaver (https://cwpencils.com/) uma rapariga que abriu uma despretensiosa loja de lápis em Nova York e a ampliou para o mundo com a venda online.

Não seria nada de mais não fosse Caroline saber tudo sobre lápis, ao ponto de ter escrito um livro sobre a história deste meio riscador que se encontra publicada pela Gestalten : The pencil perfect (http://shop.gestalten.com/the-pencil-perfect.html).

Por Francisco Amaral

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