The Real Donald, um pesadelo americano

Mary L. Trump, a sobrinha psicóloga do futuro ex-presidente Trump, avisou: é o homem mais perigoso do Mundo. Em livro, aliás já traduzido para português, tinha insistido: “(…) Se lhe for concedido um segundo mandato, será o fim da democracia americana.”

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Definir um indivíduo com os comportamentos exibidos por alguém que mente com-todos-os-dentes-da-boca, como diz o povo em Portugal, sem pudor, sem qualquer sobressalto ou consciência, nem para um leigo será difícil. Um comportamento que siga esse padrão é obviamente patológico. Um psiquiatra pode identificar com nitidez mais coisas claramente: um indivíduo com os traços exibidos pelo futuro ex-POTUS é um sociopata.

E, segundo Mary L. Trump, já o avô, padecia do mesmo tipo de patologia. Aliás a história da família esclarece os percursos que determinaram o desenvolvimento destes graves problemas psíquicos.

A patologia de Fred Trump afligiria certamente um círculo bem menor do que o “GRANDE CIRCO DO MUNDO”, que viria a ser o palco do negociante de imobiliário, apresentador de televisão e “bilionário” enquanto 45º Presidente dos E.U.A.

A saída da Casa Branca deste inquilino “acidental”, segundo muitos, que persiste em não reconhecer uma derrota eleitoral expressiva numas eleições que decorreram, apesar das circunstâncias impostas pela pandemia, com a maior afluência de sempre numas eleições presidenciais americanas, prevê-se turbulenta. As sucessivas tentativas de reverter o resultado da eleição e as manobras legais (e até eventualmente ilegais) que se perfilam até 20 de Janeiro de 2021, confirmam todas as afirmações da sobrinha e psicóloga: Donald, The Real Donald, não desistirá de tentar continuar a ser o homem mais perigoso do Mundo.

O American Dream  – que consubstancia de modo emblemático o ethos da América constituída como República há mais de dois séculos – continua a ser ameaçada pelo ogre catastrófico personificado por esta personagem que se revelou como um dos mais perigosos dirigentes políticos do mundo actual. Um verdadeiro Pesadelo Americano em que se “revê”, como os resultados eleitorais tornaram evidente, quase metade do eleitorado dos E.U.A.

Donald J. Trump protagonizou a pandemia populista, essa doença senil das democracias. A sua derrota eleitoral não é ainda o seu fim. Todavia, só quando novas políticas e um renascimento do multilateralismo e cooperação internacional restabelecerem caminhos mais pacíficos e frutuosos é que se poderá começar a encarar a possibilidade de uma derrota política do que o 45º POTUS representou. Então, o Pesadelo poderá ter terminado.

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