Uma viagem ao fim do nosso fabuloso presente?

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“Uma Viagem à Índia”, de Gonçalo M. Tavares, é o livro que capta a atenção crítica de quatro viajantes da literatura no universo lusófono e atlântico: Sandro Ornellas (na pele do leitor/cultor provocador) e Osvaldo Silvestre (moderador), bem como os convidados Raquel Gonçalves (da Universidade de Coimbra) e o escritor brasileiro Reginaldo Pujol Filho. Que viagem é esta?

É uma epopeia possível da nossa contemporaneidade, em que o romance “Uma Viagem à Índia” reinterpreta ficcionalmente a obra camoniana “Os Lusíadas”. A narrativa gonçaliana ou tavariana, em verso, é tema para mais uma tertúlia ou conversa atlântica, evocando em muitos sentidos a grande épica portuguesa, embora com nexos de sentidos opostos, na qual a ironia, a desilusão e o burlesco metamorfoseiam este romance numa “epopeia da decepção” ou “viagem ao fim do nosso fabuloso presente”, nas palavras do pensador Eduardo Lourenço.

Com esta sessão, conclui-se a primeira série de “Diálogos Atlânticos”, um percurso bem sucedido e que constitui uma razão mais do que suficiente para renovar a parceria do Gabinete Português de Leitura da Bahia e do jornal sinalAberto (sinalaberto.pt) e para continuarmos a conversar sobre a literatura da Língua Portuguesa.


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